Comissão aprova aumento de pena para poluição causada por pulverização aérea
A Comissão de Meio Ambiente aprovou um aumento nas penas para a poluição causada pela pulverização aérea, uma prática que gera controvérsias devido aos riscos de contaminação e seus impactos negativos no meio ambiente, evidenciando a urgência de uma regulamentação mais rigorosa.
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que aumenta a pena para crimes de poluição ambiental por pulverização aérea. A medida visa endurecer as sanções para o uso indevido de substâncias tóxicas em áreas úmidas, buscando maior proteção ao meio ambiente.
Aumento de pena para crimes ambientais
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que altera a Lei de Crimes Ambientais, aumentando a pena para o crime de poluição por uso indevido de substâncias tóxicas aplicadas por pulverização aérea.
Atualmente, a pena varia de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Com a nova proposta, essa pena será aumentada de um sexto a um terço caso a substância seja aplicada sobre áreas úmidas ou especialmente protegidas.
O relator da proposta, deputado Nilto Tatto (PT-SP), destacou que o aumento das penas busca corrigir uma das fragilidades da legislação atual, que é a sensação de impunidade.
Segundo ele, a pulverização aérea é uma técnica controversa, devido ao baixo controle de aplicação, que pode expor diversas áreas e seres vivos a riscos.
Além disso, o texto aprovado prevê o aumento das penas para crimes contra a flora e fauna quando cometidos por meio de pulverização aérea de produtos químicos.
Para crimes contra a fauna, a detenção pode ser ampliada de metade, enquanto para crimes contra a flora, a pena será aumentada de um sexto a um terço, reforçando a proteção a esses ecossistemas.
Tramitação Legislativa e Próximos Passos
Após a aprovação na Comissão de Meio Ambiente, o projeto que endurece penas para a poluição causada por pulverização aérea ainda passará por novas etapas antes de se transformar em lei.
O texto será examinado por outras duas comissões: a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente depois disso será encaminhado para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
Se aprovado, seguirá para o Senado, onde também será analisado. A proposta só poderá entrar em vigor após passar por todas essas fases do processo legislativo.



