Câmara aprova redução de alíquotas para indústria química
A Câmara dos Deputados aprovou a redução das alíquotas para indústria química, com o objetivo de aumentar a competitividade e facilitar a transição fiscal. O projeto agora segue para o Senado e promete trazer um impacto positivo no PIB, embora enfrente críticas por supostamente favorecer empresas específicas.
A Câmara dos Deputados aprovou a redução de alíquotas tributárias para a indústria química, beneficiando o setor até 2027. O projeto, de autoria de Carlos Zarattini, será enviado ao Senado e visa fortalecer a indústria de base brasileira.
Impacto econômico da redução de alíquotas
A redução das alíquotas tributárias para a indústria química, aprovada pela Câmara dos Deputados, promete gerar um impacto econômico significativo no setor.
Estima-se que a medida, ao diminuir temporariamente as alíquotas de PIS e Cofins, possa aliviar a carga tributária das empresas, aumentando sua competitividade no mercado interno e externo.
Segundo a Agência Câmara de Notícias, o deputado Carlos Zarattini, autor do projeto, destacou que a redução das alíquotas não apenas beneficia um setor específico, mas fortalece a indústria de base brasileira como um todo.
A iniciativa é vista como um passo crucial para o desenvolvimento industrial do país, ajudando a mitigar o déficit na balança comercial de produtos químicos, que alcançou 44,1 bilhões de dólares em 2025.
Além disso, o relator Afonso Motta ressaltou que a indústria química é um dos principais contribuintes de impostos no Brasil, gerando cerca de R$ 40 bilhões anuais.
Com a aprovação do projeto, espera-se uma repercussão positiva no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, especialmente no setor industrial, que representa aproximadamente 11% do PIB do país.
O projeto também estabelece um limite de renúncia fiscal de R$ 2 bilhões em 2026, com a previsão de um impacto fiscal estimado em R$ 3,1 bilhões, compensado por ganhos de arrecadação ao longo do ano.
Essa estratégia visa garantir transparência e previsibilidade ao impacto orçamentário, reforçando o caráter transitório e excepcional da medida.
Detalhes do projeto e tramitação no Senado
O Projeto de Lei Complementar 14/26, que visa a redução das alíquotas tributárias para a indústria química, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para tramitação no Senado.
De autoria do deputado Carlos Zarattini, o projeto busca facilitar a transição das indústrias químicas e petroquímicas para um novo regime fiscal, com vigência a partir de 2027.
O texto aprovado inclui um substitutivo do relator Afonso Motta, que ajusta as alíquotas de PIS e Cofins para 0,62% e 2,83%, respectivamente, de março a dezembro de 2026.
Essas alíquotas são aplicáveis tanto à produção nacional quanto à importação, abrangendo produtos como nafta petroquímica e parafina.
A tramitação no Senado será crucial para a implementação do projeto, que precisa ser aprovado antes de ser sancionado pelo Presidente da República.
O relator destacou que o projeto tem caráter transitório, evitando descontinuidade abrupta de políticas públicas e preservando a estabilidade econômica do setor durante o período de transição.
O projeto também limita a renúncia fiscal a R$ 2 bilhões em 2026 e isenta a proposta de critérios para tramitação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
A expectativa é que o Senado aprove o texto sem alterações significativas, permitindo que as indústrias químicas se preparem adequadamente para o novo regime fiscal.
Repercussões para a indústria química
A aprovação do projeto que reduz as alíquotas tributárias para a indústria química traz repercussões significativas para o setor.
Com a redução temporária das alíquotas de PIS e Cofins, espera-se que as empresas do segmento experimentem um alívio na carga tributária, permitindo maior competitividade no mercado.
O deputado Afonso Motta destacou que a proposta visa mitigar perdas de competitividade no curto prazo, sem instituir benefícios permanentes.
A medida é vista como uma forma de preservar a previsibilidade regulatória e a estabilidade econômica do setor durante o período de transição para um novo regime fiscal em 2027.
A indústria química, que contribui com cerca de R$ 40 bilhões anuais em impostos, é um dos principais setores industriais do Brasil.
Com a aprovação do projeto, espera-se um impacto positivo no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, uma vez que o setor representa aproximadamente 11% do PIB industrial.
Contudo, críticos apontam que o projeto pode beneficiar desproporcionalmente algumas empresas, como a Braskem, em detrimento de uma análise mais ampla de vetos presidenciais anteriores.
A proposta ainda será discutida no Senado, onde poderá sofrer ajustes antes de sua possível sanção presidencial.



