Desmatamento do Cerrado transforma bioma em fronteira agrícola
O Cerrado enfrenta desafios significativos, como desmatamento, expansão agrícola e escassez de recursos hídricos. Apesar do crescimento da energia fotovoltaica, a perda de vegetação e água natural é alarmante, necessitando de políticas de conservação para garantir um desenvolvimento sustentável.
O desmatamento do Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, resultou na perda de 40,5 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024, transformando a região em uma nova fronteira agrícola, especialmente no Matopiba, segundo dados do MapBiomas.
Perda de vegetação nativa no Cerrado
Energia fotovoltaica e uso da terra
A energia fotovoltaica tem se destacado como uma alternativa sustentável no Cerrado, ocupando 32% das áreas mapeadas de usinas no Brasil em 2024. Desde 2016, a área destinada a essas usinas cresceu 1.273%, passando de 800 hectares para 11,3 mil hectares.
Grande parte das usinas fotovoltaicas foi instalada em áreas anteriormente cobertas por vegetação nativa e pastagens.
Mais de um terço das áreas utilizadas para usinas eram formações savânicas, enquanto outro terço eram pastagens. Entre 2016 e 2024, 4,4 mil hectares de vegetação nativa foram convertidos para esse uso.
Essa expansão reflete o potencial do Cerrado para a geração de energia solar, mas também levanta preocupações sobre a conversão de terras e a perda de vegetação nativa.
O desafio é equilibrar o desenvolvimento energético com a conservação ambiental, garantindo que a implantação de usinas fotovoltaicas não comprometa a biodiversidade do bioma.



