Indústria e Tendências

Preços da construção sobem 1,54% em janeiro de 2026

Em janeiro de 2026, os preços da construção civil aumentaram 1,54%, devido à reoneração da folha de pagamento e ao reajuste do salário-mínimo, com o Nordeste apresentando a maior variação regional e o Piauí o maior aumento estadual, influenciado por acordos coletivos e custos de materiais.

Os preços da construção civil iniciaram 2026 com um aumento significativo, conforme revelado pelo Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE. Em janeiro, o índice apresentou uma alta de 1,54%, a maior desde junho de 2022, refletindo principalmente a reoneração na folha de pagamento e o reajuste do salário-mínimo nacional.

Impacto do reajuste na mão de obra

O avanço de 1,54% nos preços da construção civil em janeiro de 2026 foi impulsionado principalmente pelo aumento dos custos com mão de obra.

A reoneração da folha de pagamento das empresas do setor teve papel relevante nesse resultado, já que a legislação em vigor passou a aplicar uma alíquota de 10% sobre a folha salarial, elevando diretamente as despesas operacionais.

Outro fator que contribuiu para a alta foi o reajuste do salário-mínimo nacional em 2026, que impactou especialmente categorias como serventes de obra.

Em 11 das 27 unidades da federação, os salários dessa função precisaram ser ajustados para se adequar ao novo piso, o que ajudou a explicar a elevação de 3,22% na parcela de mão de obra registrada no mês.

No acumulado de 12 meses, os custos com trabalho no setor já somam alta de 10,03%, evidenciando uma pressão constante sobre os preços da construção.

O cenário reforça a necessidade de estratégias de adaptação por parte das empresas para absorver os aumentos e preservar a competitividade em um mercado cada vez mais sensível a variações de custos.

Variações regionais e destaques estaduais

Em janeiro de 2026, a região Nordeste registrou a maior variação nos preços da construção civil, com um aumento de 1,85%. Este resultado foi impulsionado por altas em todos os estados da região, destacando-se como a maior variação regional do mês.

Outras regiões também apresentaram aumentos significativos: Centro-Oeste (1,67%), Sudeste (1,39%), Sul (1,35%) e Norte (1,33%).

Entre os estados, o Piauí foi o destaque, com um aumento de 4,12% nos preços da construção. Este índice elevado foi influenciado por dois fatores principais: o reajuste do acordo coletivo de categorias profissionais e o aumento no custo dos materiais de construção.

Essas variações regionais e estaduais refletem a complexidade do mercado de construção civil no Brasil, onde fatores locais, como reajustes salariais e custos de materiais, podem ter impactos significativos nos índices de preços.

Jéssica Rocha

Colunista no segmento Indústria e Tendências | Diretora de Operações com atuação direta em áreas Operacionais, Comerciais, de Marketing, Tecnologia, entre outras, sempre atenta às tendências globais que impactam a indústria, o mercado empresarial e a economia mundial.

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