A soja volta a assumir protagonismo no campo brasileiro com uma estimativa de produção que pode alcançar 174,1 milhões de toneladas em 2026. O desempenho esperado reforça a importância da cultura para o agronegócio nacional e ajuda a sustentar o crescimento da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Soja deve alcançar novo recorde histórico
A soja é o principal destaque da safra brasileira de 2026, com produção estimada em 174,1 milhões de toneladas. O volume representa alta de 4,8% em relação a 2025, quando foram colhidas 166,1 milhões de toneladas, e deve marcar um novo recorde na série histórica.
O avanço da oleaginosa foi favorecido por boas condições climáticas em áreas produtoras, aumento de 1,2% na área a ser colhida e ganho de produtividade estimado em cerca de 3,7%. Esse desempenho reforça o peso da soja na agricultura nacional e ajuda a sustentar o crescimento total da safra.
O Mato Grosso permanece como maior produtor nacional, com previsão de 50,5 milhões de toneladas, volume estável em relação à estimativa de março e 0,7% superior ao registrado em 2025. O estado segue como principal base da produção brasileira da oleaginosa.
O Paraná deve colher 21,9 milhões de toneladas, mantendo a segunda maior produção do país, apesar de leve recuo de 0,7% frente à estimativa anterior. Ainda assim, o volume representa crescimento de 2,6% na comparação com 2025.
Em Goiás, a produção foi estimada em 19,8 milhões de toneladas, sem alteração em relação a março, mas 2,6% abaixo do volume do ano anterior. Já Mato Grosso do Sul deve produzir 15,6 milhões de toneladas, com alta de 19,1% sobre 2025.
O Rio Grande do Sul também se destaca na estimativa, com produção de 18,4 milhões de toneladas e crescimento de 34,6% em relação ao ano passado. A recuperação das lavouras gaúchas contribui para o resultado recorde esperado para a soja em 2026.
Safra nacional deve crescer em 2026
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 348,7 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de abril do IBGE.
O volume representa crescimento de 0,7% em relação a 2025, quando a produção foi de 346,1 milhões de toneladas, com acréscimo de 2,6 milhões de toneladas.
O resultado mostra uma safra ainda elevada, embora com comportamentos diferentes entre as principais culturas. Arroz, milho e soja seguem concentrando a maior parte da produção nacional, respondendo por 92,7% do total estimado e por 87,6% da área a ser colhida no país.
O milho deve alcançar 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde registrado no ano anterior.
Já outras culturas também apresentam recuo, como arroz em casca, com baixa de 10,6%, algodão herbáceo em caroço, com 8,9%, feijão, com 4,6%, e trigo, com 6,8%.
Na distribuição regional, o Centro-Oeste mantém a liderança da produção, com 174,5 milhões de toneladas, o equivalente a 50% da safra nacional.
Em seguida aparecem o Sul, com 92,1 milhões de toneladas, o Sudeste, com 30,6 milhões, o Nordeste, com 29,9 milhões, e o Norte, com 21,5 milhões.
Entre os estados, Mato Grosso segue como maior produtor de grãos do país, com 30,9% de participação. Depois aparecem Paraná, com 13,5%, Rio Grande do Sul, com 10,8%, Goiás, com 10,7%, Mato Grosso do Sul, com 8,2%, e Minas Gerais, com 5,4%.