Trump chama resposta do Irã sobre plano de paz de ‘totalmente inaceitável’
Donald Trump considerou a resposta do Irã ao plano de paz dos EUA como “totalmente inaceitável”, enquanto a situação no Oriente Médio se agrava com um cessar-fogo tenso e ataques de drones.
A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a ganhar força após Donald Trump rejeitar a resposta iraniana ao plano de paz apresentado por Washington. A proposta, que buscava abrir caminho para um acordo sobre sanções, navegação no estreito de Ormuz e programa nuclear, foi considerada “totalmente inaceitável” pelo governo estadunidense. Enquanto isso, o cessar-fogo mediado pelo Paquistão mostra sinais de fragilidade, com relatos de ataques de drones e alertas de novas escaladas no Oriente Médio.
Resposta iraniana ao plano de paz dos EUA
A resposta do Irã ao plano de paz proposto pelos Estados Unidos foi transmitida por meio de mediadores paquistaneses, conforme relatos de fontes informadas.
A proposta iraniana destacou a necessidade de levantar as sanções dos EUA e encerrar o bloqueio naval ao estreito de Ormuz. Além disso, o Irã exigiu um fim imediato à guerra, com garantias contra novos ataques ao país.
O plano de paz dos EUA, apresentado uma semana antes, incluía um memorando de entendimento de 14 pontos que previa a reabertura do estreito e estabelecia um quadro para futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano.
As condições dos EUA incluíam uma moratória de até 20 anos sobre o enriquecimento nuclear iraniano, a transferência do estoque de urânio altamente enriquecido (HEU) para o exterior, possivelmente para os EUA, e o desmantelamento das instalações nucleares iranianas.
Em contrapartida, o Irã sugeriu uma moratória mais curta, a exportação de parte do estoque de HEU e a diluição do restante, recusando-se a aceitar o desmantelamento das instalações.
Donald Trump, em resposta, classificou a proposta iraniana como “totalmente inaceitável”, reforçando a tensão entre os dois países.
Cessar-fogo ameaçado por ataques com drones
O cessar-fogo, mediado pelo Paquistão e em vigor desde 8 de abril, começou a mostrar sinais de tensão com relatos de ataques com drones na região.
No último domingo (10), os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait relataram incursões de drones em seu espaço aéreo, com o Ministério da Defesa dos Emirados afirmando ter abatido drones que atribuíram ao Irã.
Um ataque de drone também provocou um pequeno incêndio em um navio na costa do Catar, que denunciou o incidente como uma “escalada séria”.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, advertiu que usar o estreito como meio de pressão só agravaria a crise, reiterando a importância da liberdade de navegação marítima.
Além disso, um ataque de drone foi relatado em um acampamento usado por um grupo rebelde curdo iraniano perto de Erbil, no nordeste do Iraque.
A situação tensa destacou a fragilidade do cessar-fogo e a complexidade do cenário geopolítico na região, com múltiplos atores envolvidos e interesses conflitantes em jogo.
Tensões no estreito de Ormuz e implicações
O estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo, tem sido foco de tensões crescentes entre os Estados Unidos e o Irã.
Desde o início das hostilidades, o Irã fechou o estreito em resposta a um ataque inicial dos EUA e Israel, intensificando a crise na região.
As tensões aumentaram quando o Irã exigiu que todos os navios que passassem pelo estreito coordenassem com suas forças armadas e pagassem uma taxa de pedágio.
Isso levou a uma escalada de confrontos, com ataques a navios comerciais e instalações de petróleo nos Emirados Árabes Unidos.
A situação no estreito tem amplas implicações econômicas, pois o bloqueio e os ataques interromperam o fluxo de petróleo, elevando os preços globais e impactando a economia mundial.
A comunidade internacional tem pressionado por uma resolução pacífica, destacando a importância da liberdade de navegação e a necessidade de uma solução diplomática para evitar uma escalada militar.



