Economia e Negócios

Taxa de desocupação cai para 5,3% no trimestre encerrado em julho

Com a taxa de desocupação em 5,3%, o mercado de trabalho também registrou queda na subutilização e redução no contingente de pessoas desalentadas.

O trimestre encerrado em julho consolidou uma melhora relevante no mercado de trabalho, segundo a PNAD Contínua do IBGE, com queda no número de desempregados e novo recorde de ocupação. O movimento também veio acompanhado por redução da subutilização, menor desalento e crescimento da massa de rendimentos.

Desocupação recua e alcança 5,3%

O mercado de trabalho brasileiro registrou taxa de desocupação de 5,3% entre maio e julho de 2026, resultado inferior aos 5,8% observados no período móvel encerrado em abril.

Na comparação com maio, junho e julho de 2025, quando o indicador estava em 5,6%, houve redução de 0,3 ponto percentual na parcela da força de trabalho que procurava emprego.

O contingente sem ocupação chegou a 5,8 milhões de pessoas, com redução de 503 mil trabalhadores em relação aos 6,3 milhões contabilizados no trimestre terminado em abril.

A diferença anual também mostrou melhora, pois o país passou a ter 299 mil pessoas a menos nessa situação frente ao mesmo intervalo de 2025.

Ao mesmo tempo, a força de trabalho alcançou 109,2 milhões de brasileiros, maior número da série histórica, após acréscimo de 499 mil pessoas na comparação trimestral.

Outro sinal favorável apareceu entre os desalentados, cujo contingente caiu para 2,3 milhões após reduções de 9,7% no trimestre e 14,1% em relação ao ano anterior.

Ocupação alcança novo recorde

O total de brasileiros com alguma ocupação chegou a 103,3 milhões no trimestre encerrado em julho, patamar mais elevado registrado pela série histórica da pesquisa.

Esse contingente recebeu aproximadamente 1 milhão de trabalhadores adicionais frente ao trimestre terminado em abril, enquanto a comparação anual apresentou acréscimo de 899 mil pessoas.

A parcela da população em idade de trabalhar que possuía uma ocupação chegou a 58,9%, contra 58,4% no período móvel anterior e 58,8% um ano antes.

Entre os vínculos privados, 39,4 milhões de empregados possuíam carteira assinada, quantidade recorde que permaneceu estatisticamente estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.

Já os empregados do setor privado sem carteira somaram 13,8 milhões, após acréscimo trimestral de 477 mil pessoas, o que levou o emprego privado total ao recorde de 53,2 milhões.

A informalidade representou 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, enquanto os profissionais por conta própria totalizaram 26,1 milhões no período.

Construção concentra avanço trimestral

Entre os grandes segmentos econômicos pesquisados, a construção foi o único que apresentou crescimento estatisticamente significativo da ocupação frente ao trimestre encerrado em abril.

O setor incorporou 371 mil trabalhadores no período, expansão de 5,1%, enquanto as demais atividades permaneceram sem alterações consideradas relevantes nessa comparação.

No confronto anual, a construção também apresentou resultado positivo, com acréscimo de 308 mil ocupados, enquanto transporte, armazenagem e correio adicionaram outros 321 mil trabalhadores.

Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais registraram mais 438 mil pessoas ocupadas frente ao mesmo trimestre de 2025, equivalente a uma expansão de 2,3%.

Os serviços domésticos seguiram direção oposta nesse intervalo, com redução anual de aproximadamente 229 mil trabalhadores, movimento que levou o contingente da atividade para 5,4 milhões.

Renda do trabalho atinge maior massa da série

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762 mensais, sem alteração estatisticamente relevante no trimestre e com crescimento de 3,3% na comparação anual.

A soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores alcançou R$ 383,5 bilhões, maior patamar da série histórica, após crescimento de 4,1% frente ao mesmo período de 2025.

Entre as atividades econômicas, alojamento e alimentação apresentou queda trimestral de 5,1% no rendimento médio, enquanto os demais grupos permaneceram estatisticamente estáveis nessa comparação.

Na análise anual, indústria, outros serviços e serviços domésticos registraram aumento da remuneração média, com avanços respectivos de 4,7%, 6,6% e 4,1%.

A melhora também apareceu entre empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e profissionais por conta própria, cujos rendimentos apresentaram crescimento frente ao trimestre correspondente de 2025.

Além da evolução da renda, a subutilização da força de trabalho recuou para 13%, enquanto o contingente nessa condição caiu para 14,9 milhões de brasileiros.

Romário Martins

Colunista no segmento Economia e Negócios | Vice-presidente do Grupo Ideal Trends. Há mais de 19 anos, Romário tem ajudado empresas a alavancarem seu faturamento por meio da geração de demanda qualificada na web. Em sua trajetória, já ajudou a transforar o cenário de mais de 20.000 empresas.

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