Anvisa autoriza retomada integral da fábrica da Unilever em Vinhedo
Com a revogação da suspensão, a fábrica da Unilever retoma suas atividades em Vinhedo sem qualquer determinação de retirada dos produtos já distribuídos ao mercado.
Pouco mais de um mês após suspender parte das atividades industriais da Unilever em Vinhedo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada completa da produção de saneantes na unidade paulista. A decisão veio após uma nova fiscalização confirmar que a companhia havia solucionado problemas relacionados aos controles internos, à água utilizada no processo e às verificações anteriores à liberação dos produtos.
Nova vistoria libera a fábrica
A mudança de status ocorreu depois de uma reinspeção realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro, quando técnicos avaliaram as providências apresentadas pela companhia para solucionar os problemas encontrados anteriormente.
Com a conclusão de que as exigências haviam sido atendidas, a agência retirou em 6 de outubro a suspensão que impedia a fabricação na unidade e restabeleceu a produção de todos os saneantes alcançados pela decisão anterior.
A retomada inclui, conforme informação da própria Unilever, linhas de sabão líquido e amaciante líquido para roupas fabricadas no complexo paulista, que ficaram temporariamente impedidas de receber novos lotes durante a vigência da medida.
A paralisação havia começado em 2 de setembro, depois que a inspeção encontrou falhas relacionadas à forma como a fábrica acompanhava etapas críticas do processo industrial e validava produtos antes de sua liberação.
Também apareceram deficiências no controle da água utilizada pela unidade e nos mecanismos internos criados para apurar problemas identificados pela própria empresa e adotar medidas corretivas posteriores.
Restrição não retirou produtos do mercado
Embora a fabricação tenha sido interrompida, a atuação da Anvisa não avançou sobre os produtos que já estavam em circulação, porque não surgiram evidências de contaminação microbiológica nem outros problemas capazes de justificar sua retirada.
Por essa razão, consumidores e varejistas não receberam ordem para interromper o uso ou a comercialização dos itens já distribuídos, enquanto a restrição permaneceu concentrada nas novas atividades produtivas da fábrica.
Essa distinção ajuda a explicar o caráter preventivo da decisão adotada em setembro, que buscou corrigir falhas nos procedimentos industriais antes da retomada normal das operações, sem associar automaticamente essas irregularidades a riscos comprovados nos lotes disponíveis.
A liberação concedida em outubro encerra esse ciclo regulatório porque a agência considerou solucionados os pontos que haviam motivado a suspensão, enquanto a empresa afirmou que continuará a cooperar com a fiscalização e a manter seus compromissos com qualidade e segurança.



