Dívidas no cartão de crédito atingem 51% das classes A, B e C no Brasil
A pesquisa Nexus indica que 51% dos brasileiros das classes A, B e C estão endividados com cartões de crédito, refletindo uma crescente preocupação com a saúde financeira.
As dívidas no cartão de crédito atingem metade dos brasileiros das classes A, B e C, conforme pesquisa da Nexus. Essa situação preocupa, especialmente entre os jovens e moradores do Nordeste, destacando desafios financeiros significativos.
Dívidas nas classes A, B e C
Uma pesquisa da Nexus revelou que o endividamento atinge de forma expressiva brasileiros das classes A, B e C, com destaque para o cartão de crédito, citado por 51% dos entrevistados. O problema é mais comum entre pessoas de 25 a 40 anos e moradores do Nordeste.
Além disso, 28% declararam ter empréstimos pessoais, enquanto 17% estão comprometidos com financiamentos de imóveis ou veículos, o que mostra a diversidade das dívidas.
Embora a classe A seja a única em que a maioria (52%) não possui débitos, entre os que enfrentam endividamento 44% afirmaram que o valor devido ultrapassa um mês de renda.
Entre os mais velhos, essa proporção chega a 58%, evidenciando a preocupação com a sustentabilidade financeira na aposentadoria.
O impacto também aparece na dificuldade de poupança: 64% dos entrevistados afirmaram não conseguir guardar dinheiro, mesmo em faixas de renda mais altas.
A pesquisa ainda mostrou que 63% dos participantes estão preocupados com o futuro financeiro, sendo que 35% se disseram muito preocupados.
Jovens são os que mais demonstram insegurança em meio a um cenário de incertezas econômicas, enquanto no Sudeste a preocupação é reforçada pela dificuldade em poupar, relatada por mais da metade dos entrevistados. Apenas 2% afirmaram não ter nenhuma preocupação.
Os resultados indicam que a insegurança financeira é um desafio que atravessa diferentes classes sociais no Brasil.
A falta de reservas e a dependência de crédito para pagar despesas do dia a dia reforçam a vulnerabilidade das famílias e apontam para a necessidade de maior atenção à educação financeira e ao acesso responsável ao crédito.



