Rússia prolonga proibição de exportação de combustíveis até dezembro
A Rússia prorrogou a proibição de exportação de combustíveis até o final do ano, em resposta a ataques de drones ucranianos que prejudicam sua capacidade de refino, o que está afetando o mercado global de combustíveis e elevando os preços.
A Rússia decidiu prolongar a proibição de exportação de gasolina e gasóleo até o final do ano, afetando o mercado global de combustíveis. Essa medida visa proteger o mercado interno russo em meio a ataques de drones ucranianos que prejudicam a capacidade de refino.
Ataques de drones reduzem capacidade de refino da Rússia
A Rússia enfrenta uma crise crescente em sua capacidade de refino de petróleo após uma série de ataques de drones ucranianos contra refinarias estratégicas.
De acordo com dados da Reuters, as ofensivas desativaram instalações responsáveis por cerca de 17% da capacidade total do país, o que equivale a aproximadamente 1,1 milhão de barris por dia.
A paralisação afeta tanto o abastecimento interno de gasolina quanto as exportações, ampliando a pressão sobre o mercado global de combustíveis.
Os danos às refinarias provocaram a suspensão de operações em diversas unidades e elevaram os custos de reparo e manutenção, comprometendo ainda mais o fornecimento.
A estratégia ucraniana, segundo analistas, tem como objetivo enfraquecer a economia russa e reduzir sua capacidade de sustentar a máquina militar, atingindo diretamente um dos setores mais sensíveis do país.
A situação é agravada pela decisão de Moscou de estender até o fim do ano a proibição das exportações de gasolina e gasóleo.
A medida, somada às interrupções de produção causadas pelos ataques, intensifica a preocupação de países dependentes dos derivados russos e contribui para a alta dos preços no mercado internacional.
Especialistas alertam que o cenário pode gerar aumento nos custos de transporte, pressionar a produção industrial e impactar diretamente o consumidor final.



