Uso de fungos na extração de terras raras avança em pesquisas
Cientistas da Universidade de Viena estão utilizando fungos para extrair terras raras de maneira sustentável, oferecendo uma alternativa à mineração convencional que pode reduzir custos e minimizar impactos ambientais.
A extração de terras raras, essenciais para tecnologias como baterias e dispositivos de energia renovável, está sendo revolucionada por cientistas. Em vez de mineração convencional, eles estão explorando o uso de fungos para acessar esses elementos valiosos. Essa abordagem inovadora pode transformar a forma como obtemos esses materiais, reduzindo o impacto ambiental e tornando o processo mais sustentável.
Fungos como solução sustentável
Os fungos estão emergindo como uma solução sustentável e inovadora na extração de terras raras. Ao contrário da mineração tradicional, que requer escavação e processamento intensivo de rochas, o uso de fungos aproveita suas capacidades naturais de absorção de nutrientes.
Em laboratórios como o da Universidade de Viena, pesquisadores estão testando a eficácia dos fungos em extrair elementos valiosos de terras raras de argilas especialmente preparadas.
Os micélios dos fungos, redes microscópicas que se espalham em busca de nutrientes, conseguem absorver não apenas os elementos essenciais para seu crescimento, mas também metais e minerais presentes no ambiente.
Essa característica permite que os fungos atuem como bioabsorventes, capturando terras raras de forma eficiente e com baixo impacto ambiental.
Além de ser uma alternativa ecológica, o uso de fungos na extração de terras raras pode reduzir custos e aumentar a viabilidade econômica do processo.
Ao minimizar a necessidade de grandes operações de mineração e processamento, essa abordagem pode tornar a extração de terras raras mais acessível e menos prejudicial ao meio ambiente.
Essa técnica ainda está em fase de pesquisa, mas seus resultados promissores indicam um futuro onde a extração de terras raras pode ser realizada de maneira mais sustentável e responsável.
Fonte: BBC



