Cases e Análises

Material à base de madeira inova armazenamento de calor

Material à base de madeira desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Texas pode ajudar edifícios a regular a temperatura interna sem eletricidade. A tecnologia armazena calor durante o dia e o libera à noite.

Uma nova tecnologia pode ajudar prédios a manter a temperatura interna mais estável sem depender diretamente de sistemas elétricos de climatização. O avanço foi apresentado por pesquisadores da Universidade do Texas e utiliza madeira modificada para armazenar energia térmica de forma passiva. O material é capaz de absorver o calor ao longo do dia, quando as temperaturas estão mais altas, e liberá-lo gradualmente durante a noite, contribuindo para o equilíbrio térmico dos ambientes.

Uso de madeira no armazenamento de energia

Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolveram um material à base de madeira capaz de armazenar e liberar calor sem o uso de eletricidade, oferecendo uma alternativa para melhorar a eficiência energética de edifícios.

A tecnologia utiliza o princípio de mudança de fase para absorver o calor ao longo do dia e liberá-lo à noite, ajudando a estabilizar a temperatura interna e a reduzir a dependência de sistemas convencionais de aquecimento e resfriamento.

O sistema funciona por meio de materiais de mudança de fase, conhecidos como PCMs, que absorvem calor quando passam do estado sólido para o líquido e o liberam ao retornar ao estado sólido.

Esse processo atua como um regulador térmico natural, equilibrando a variação de temperatura entre o dia e a noite e diminuindo o consumo de energia elétrica.

Uma das principais inovações do projeto está no uso da madeira como base estrutural para armazenar o material térmico. Tradicionalmente, os PCMs enfrentam problemas de vazamento durante a transição entre os estados físico-químicos, o que limita sua aplicação prática na construção civil.

Para resolver essa limitação, a equipe removeu a lignina da madeira, preservando a estrutura porosa de celulose. Esse esqueleto natural foi então preenchido com uma mistura de material de mudança de fase e um polímero macio estabilizante.

O polímero impede vazamentos durante o aquecimento e, ao mesmo tempo, reforça a resistência mecânica do material.

Segundo os pesquisadores, o resultado é um compósito durável, capaz de suportar ciclos repetidos de aquecimento e resfriamento sem perder desempenho.

A solução pode contribuir para edificações mais sustentáveis ao integrar armazenamento térmico passivo diretamente aos materiais de construção.

Fonte: Interesting Engineering

Willian Souza

Colunista no segmento Cases e Análises | C.O.O. no Grupo Ideal Trends, com ampla experiência como líder de operações e gerente de projetos. Também possui vasta experiência em marketing digital, tecnologia, inovações, gerenciamento de equipes, análise estratégica de mercados e competitividade industrial.

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