China estabelece novas cotas para importação de algodão
A China anunciou que haverá novas cotas para importação de algodão, totalizando 200 mil toneladas métricas. Apenas empresas registradas e sem violações poderão participar, com critérios que incluem a posse de fusos de fiação ou capacidade de produção de tecido.
A importação de algodão na China passará por mudanças significativas em 2025. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma do país estabeleceu novas cotas, permitindo a importação de 200 mil toneladas métricas. Essas medidas visam garantir o fornecimento para empresas têxteis, com inscrições abertas até que a cota seja totalmente utilizada.
Critérios para participação e requisitos
De acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, apenas companhias registradas no departamento de supervisão e administração de mercado até 1º de agosto poderão concorrer às cotas.
Outro ponto importante é que as candidatas não apresentem histórico de infrações relacionadas ao comércio agrícola, condição considerada indispensável para garantir operações transparentes e dentro da legalidade.
Além do registro formal, será exigida comprovação da capacidade de processamento de algodão. As empresas deverão demonstrar infraestrutura e experiência adequadas para atuar no setor, fator que servirá como base para a distribuição da cota estabelecida em 200 mil toneladas métricas.
Entre os critérios específicos de qualificação, destacam-se dois caminhos possíveis: possuir ao menos 50 mil fusos de fiação de algodão instalados ou comprovar produção anual mínima de 8 mil toneladas de tecido não tecido 100% fiado.
Neste último caso, a exigência inclui 2 mil toneladas destinadas a tecidos de até 3 metros de largura e outras 4 mil toneladas para peças mais largas, garantindo atendimento a diferentes segmentos do mercado.
Com essas diretrizes, Pequim busca assegurar que apenas empresas com real capacidade produtiva e histórico de conformidade legal tenham acesso às cotas de importação, fortalecendo o setor têxtil e evitando práticas comerciais irregulares.
As inscrições estarão abertas até 31 de dezembro de 2025 ou até que o limite de importação seja atingido.



