Anvisa busca antídoto do metanol com autoridades internacionais
Em meio a um surto de intoxicações, a Anvisa busca viabilizar a chegada do antídoto do metanol ao país, mobilizando agências regulatórias de diversas nações para liberar o uso emergencial do medicamento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está mobilizando uma operação internacional para viabilizar a chegada urgente ao Brasil de um antídoto essencial no tratamento de intoxicações por metanol. A medida ocorre em meio a um preocupante aumento de casos no país, relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Ação emergencial para trazer o fomepizol ao Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou um movimento internacional para viabilizar a importação urgente do fomepizol, medicamento considerado o antídoto mais eficaz no tratamento de intoxicações por metanol.
A iniciativa envolve contato direto com autoridades regulatórias de diversos países, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália.
O objetivo é permitir que o Brasil tenha acesso rápido ao medicamento, que ainda não está disponível no mercado nacional.
Enquanto isso, hospitais e centros de referência utilizam o etanol farmacêutico como alternativa terapêutica, embora ele seja menos seguro e exija monitoramento rigoroso.
Paralelamente, o governo federal lançou um edital de chamamento internacional para fabricantes e distribuidores que possuam estoques do produto, acelerando o processo de aquisição emergencial.
Surto de intoxicação por metanol acende alerta no país
A mobilização da Anvisa ocorre em meio a um surto de intoxicações por metanol no Brasil em 2025, ligado principalmente ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
O metanol, uma substância altamente tóxica, pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e até morte, mesmo em pequenas quantidades.
Como a substância não possui cheiro, cor ou sabor facilmente perceptíveis, muitos consumidores não percebem o risco ao ingerir produtos contaminados.
Diversos casos já foram registrados em diferentes estados, levando o Ministério da Saúde e órgãos de vigilância a reforçarem ações de fiscalização e monitoramento de bebidas suspeitas.
Laboratórios como o Lacen/DF, laboratórios municipais e o INCQS/Fiocruz estão atuando na análise e identificação de lotes contaminados, enquanto os profissionais de saúde receberam orientações para notificar casos suspeitos e agir rapidamente no tratamento.



