Desastres climáticos afetam 336 mil pessoas no Brasil em 2025
Em 2025, desastres climáticos no Brasil impactaram 336.656 pessoas, evidenciando a vulnerabilidade social e a urgência de estratégias de adaptação às mudanças climáticas.
O aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos no Brasil já se traduz em números expressivos. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 336.656 pessoas sofreram impactos diretos de desastres em 2025. O cenário aponta para a consolidação de um padrão preocupante de ocorrências hidrometeorológicas e reforça a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação climática e à redução de riscos.
Desastres climáticos no Brasil em 2025
Em 2025, o Brasil viveu um dos períodos mais intensos de extremos climáticos já registrados, com impactos que se espalharam por todas as regiões do país e atingiram diretamente 336.656 pessoas.
O cenário foi marcado pela combinação de desastres hidrometeorológicos recorrentes, ondas de calor sucessivas e episódios rigorosos de frio, evidenciando uma crescente variabilidade climática.
As enchentes, enxurradas, tempestades e deslizamentos deixaram de ser ocorrências pontuais e passaram a configurar um padrão ao longo do ano, conforme aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden.
A Região Norte concentrou a maior parcela dos impactos, com mais de 202 mil pessoas afetadas. Em Belém, no Pará, por exemplo, 10.012 moradores ficaram desalojados após eventos extremos.
Paralelamente aos volumes elevados de chuva, o país também enfrentou temperaturas excepcionalmente altas. Foram registradas sete ondas de calor ao longo de 2025.
Em fevereiro, Quaraí, no Rio Grande do Sul, alcançou 43,8°C, a maior temperatura do ano no território nacional. Capitais também bateram recordes.
No Rio de Janeiro, os termômetros variaram entre 42°C e 44°C, e São Paulo atingiu 37,2°C em dezembro, o maior índice para o mês em 64 anos.
O calor intenso provocou aumento no consumo de energia elétrica, sobrecarga nos sistemas urbanos e impactos na saúde pública.
O inverno, por sua vez, também apresentou extremos. Sete ondas de frio foram registradas, com temperaturas negativas no Sul do país.
Em General Carneiro, no Paraná, os termômetros marcaram – 7,8°C. Já em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, a mínima chegou a – 4,5°C, com registro de neve em áreas de maior altitude.
A alternância entre calor excessivo, frio intenso e desastres associados às chuvas reforça o desafio imposto pelas mudanças no comportamento climático.
Mais do que números isolados, os registros de 2025 revelam um cenário de maior instabilidade, com efeitos diretos sobre a população, a infraestrutura urbana e a capacidade de resposta do poder público diante de eventos cada vez mais frequentes e severos.



