Preço das passagens aéreas pode subir 20% com aumento do QAV
O aumento de até 56,3% no preço do querosene de aviação pela Petrobras pode resultar em um aumento de até 20% nas passagens aéreas. O governo está considerando medidas como a redução de tributos e o parcelamento dos reajustes para minimizar os impactos no setor.
Os preços das passagens aéreas podem sofrer um aumento de até 20% devido ao recente reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que essa alta reflete o aumento do petróleo no mercado internacional, impulsionado por conflitos geopolíticos.
Impacto do aumento do QAV nas passagens
O aumento no preço do querosene de aviação (QAV) pode provocar uma alta de até 20% nas tarifas aéreas no Brasil, segundo estimativas do setor.
O combustível, que já representa uma parcela significativa dos custos das companhias aéreas, teve reajuste superior a 50%, pressionando ainda mais a estrutura operacional das empresas.
De acordo com dados do mercado, o QAV passou a responder por cerca de 45% das despesas das companhias, ante aproximadamente 30% anteriormente.
Esse avanço amplia o impacto direto do combustível sobre o preço das passagens, tornando o setor mais sensível às oscilações no mercado internacional de petróleo.
A elevação no custo do QAV está ligada principalmente à alta do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário elevou o valor do barril e, consequentemente, o preço do combustível utilizado na aviação.
Diante desse contexto, especialistas apontam que as companhias tendem a repassar parte do aumento ao consumidor, o que pode resultar em passagens até 20% mais caras.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou também para possíveis diminuições da oferta de voos e da conectividade, caso não haja medidas para compensar a alta dos custos.
Possíveis medidas para reduzir impactos
Diante do impacto do aumento do querosene de aviação (QAV), o governo brasileiro está avaliando uma série de medidas para mitigar os efeitos sobre o setor aéreo.
A Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) elaborou um documento com sugestões encaminhadas ao Ministério da Fazenda.
Entre as propostas estão a redução temporária de tributos sobre o QAV, a diminuição do IOF sobre operações financeiras das companhias aéreas e a redução do Imposto de Renda sobre operações de leasing de aeronaves.
Essas medidas visam preservar a competitividade das empresas aéreas e evitar repasses excessivos de custos aos consumidores.
Além disso, o Ministério de Portos e Aeroportos propôs a criação de uma nova linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para a compra de QAV, em caráter temporário.
Essa iniciativa poderia fornecer suporte financeiro adicional às companhias aéreas durante este período de alta nos custos.
A Petrobras também está colaborando ao implementar um mecanismo de parcelamento dos reajustes, permitindo que as distribuidoras paguem o aumento de forma gradativa.
Essas ações, em conjunto, são essenciais para garantir a sustentabilidade econômica das operações aéreas e manter a conectividade nacional.



