Guerra no Oriente Médio escala com ataques a campos de gás
Os recentes ataques a campos de gás elevam as tensões no Oriente Médio e acendem alertas no mercado internacional. A interrupção da produção pode gerar efeitos duradouros na oferta de energia.
A guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar com ataques a campos de gás de South Pars e Ras Laffan, marcando uma escalada significativa. Esses ataques têm potencial para causar consequências de longo prazo na geopolítica e economia global.
Ataques recentes a infraestruturas de energia
Os recentes ataques a infraestruturas de energia no Oriente Médio representam uma escalada sem precedentes no conflito regional.
Na última terça-feira (17), um ataque bem-sucedido com drones iranianos resultou na suspensão das operações no campo de gás Shah, localizado a cerca de 180 km a sudoeste de Abu Dhabi.
Este campo é responsável por cerca de 20% do suprimento de gás dos Emirados Árabes Unidos e 5% do enxofre granulado mundial, essencial na produção de fertilizantes fosfatados.
Na quarta-feira (18), uma instalação de produção iraniana no campo de gás South Pars, compartilhado com o Catar, foi atingida.
Este campo é o maior do mundo e a principal fonte de energia doméstica do Irã, que frequentemente enfrenta dificuldades na produção de eletricidade suficiente.
Além disso, um ataque iraniano causou “danos extensos” à instalação de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar, elevando os preços do gás e gerando alertas sobre o impacto econômico global.
O Catar é um dos principais produtores de GNL, juntamente com EUA, Austrália e Rússia, e Ras Laffan é o maior centro de GNL do mundo.
Drones iranianos também atingiram uma refinaria de petróleo saudita no Mar Vermelho e causaram incêndios em outras duas no Kuwait, intensificando ainda mais as tensões na região.



