EUA elevam tarifas automotivas e concede incentivo fiscal a montadoras
Os Estados Unidos adotaram novas tarifas automotivas e ampliaram incentivos fiscais em uma tentativa de impulsionar a competitividade das montadoras locais. A decisão integra a estratégia de reindustrialização e fortalecimento das cadeias domésticas.
A nova política automotiva dos Estados Unidos reforça o incentivo à produção local com crédito fiscal de 3,75% e tarifas mais altas para veículos importados. A ação reflete a tentativa de impulsionar a manufatura e reduzir a exposição a insumos externos.
Crédito fiscal e tarifas marcam nova fase nos EUA
O governo dos Estados Unidos anunciou um novo pacote de medidas voltado à indústria automotiva, unindo incentivos fiscais e aumento de tarifas de importação.
O objetivo é fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência de componentes estrangeiros, em um esforço para reposicionar o setor dentro do país.
As montadoras que produzem veículos ou motores em solo estadunidense passam a ter acesso a um crédito de 3,75% sobre o valor de varejo dos modelos elegíveis.
Esse benefício, válido até 2030, foi criado para compensar os custos adicionais de peças importadas utilizadas na montagem local.
A ideia é aliviar o impacto das tarifas sobre insumos estrangeiros, mantendo a competitividade das fábricas instaladas nos EUA e estimulando a produção doméstica.
Ao mesmo tempo, o governo estabeleceu novas tarifas de 25% sobre caminhões médios e pesados e de 10% sobre ônibus importados, que entram em vigor em 1º de novembro.
Apesar disso, veículos produzidos no México e no Canadá poderão ter redução ou isenção das tarifas, desde que cumpram os requisitos do Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA).
O tratado prevê que produtos fabricados com alto conteúdo regional, ou seja, que utilizem uma parcela significativa de peças e insumos provenientes dos três países, mantenham condições comerciais mais favoráveis.



