Taxa de desocupação cai para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,4% em janeiro de 2026, um recorde histórico, enquanto o rendimento real habitual subiu para R$ 3.652 e a informalidade no mercado de trabalho caiu para 37,5%, indicando uma melhora na estabilidade do emprego.
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se no menor nível desde 2012, segundo dados do IBGE. Este resultado reflete a estabilidade dos indicadores de ocupação, mesmo diante de sazonalidades tradicionais do mercado de trabalho. Além disso, o rendimento real habitual atingiu um novo recorde, chegando a R$ 3.652, com um crescimento significativo tanto no trimestre quanto no ano.
Queda histórica do desemprego no Brasil
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Este índice é o mais baixo desde o início da série comparável em 2012, demonstrando uma recuperação significativa do mercado de trabalho. E 2025, a taxa ficou em 5,6%.
Essa redução de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior reflete um cenário econômico mais favorável, onde a criação de empregos superou as expectativas.
Com cerca de 5,9 milhões de pessoas desocupadas, o Brasil registrou o menor contingente de desocupados da série, indicando uma diminuição de 17,1% no número de pessoas sem trabalho em comparação anual.
Especialistas apontam que o movimento de queda no desemprego está associado a políticas econômicas que incentivaram a geração de empregos e à resiliência de setores chave, como tecnologia e serviços.
A estabilidade econômica e a confiança dos investidores também foram fatores determinantes para este resultado positivo.
Rendimento real habitual alcança novo recorde
O rendimento real habitual dos trabalhadores brasileiros atingiu um novo recorde, chegando a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Este valor representa um aumento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 5,4% na comparação anual.
Este desempenho reflete a recuperação econômica e a valorização salarial em diversos setores, impulsionada por uma inflação controlada e por negociações salariais favoráveis.
A massa de rendimento real habitual também registrou um crescimento expressivo, alcançando R$ 370,3 bilhões, o que representa um aumento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.
O aumento no rendimento real é um indicador positivo para a economia, pois não apenas melhora o poder de compra dos trabalhadores, mas também estimula o consumo e o investimento.
Este cenário é um reflexo da melhoria das condições do mercado de trabalho e da estabilidade econômica, que têm proporcionado um ambiente mais favorável para a geração de renda.
Taxa de informalidade e emprego formal
A taxa de informalidade no Brasil caiu para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, marcando o menor nível desde 2020.
Essa queda na informalidade é atribuída ao aumento da formalização dos trabalhadores por conta própria e à redução do emprego sem carteira no setor privado.
No mesmo período, o número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, demonstrando estabilidade no trimestre e um aumento de 2,1% ao longo do ano.
Este incremento reflete a confiança dos empregadores na economia e a melhoria das condições do mercado de trabalho.
Em contrapartida, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 13,4 milhões, enquanto o número de trabalhadores por conta própria aumentou 3,7% no ano, totalizando 26,2 milhões.
Este crescimento na formalização sugere uma tendência de maior segurança e benefícios para os trabalhadores, impulsionando a economia e contribuindo para a redução da informalidade.



