Educação e Carreiras

SHRM 25: como o RH pode transformar relações no trabalho

No SHRM 25, especialistas abordaram como o RH pode ajudar colaboradores a lidar com pessoas difíceis e cuidadores, destacando a importância de técnicas de controle emocional e suporte a cuidadores.

Em um cenário organizacional cada vez mais desafiador, o papel do RH vai muito além de recrutar talentos ou gerenciar benefícios. No SHRM 25, um dos principais encontros globais de profissionais de recursos humanos, um tema ganhou destaque: como o setor pode atuar como agente transformador das relações humanas dentro das empresas.

Comportamentos difíceis exigem estratégia emocional

Entre os temas mais comentados, a convivência com pessoas de comportamento desafiador no ambiente corporativo foi um dos destaques.

O psicólogo Bruce Christopher, em sua participação no evento, defendeu que essas pessoas não reconhecem o impacto que causam, o que exige do RH uma atuação preventiva e consciente.

Em vez de reações impulsivas, os profissionais de RH foram incentivados a adotar atitudes proativas e inesperadas, capazes de interromper padrões negativos. A ideia é transformar conflitos recorrentes em oportunidades de redefinir a dinâmica entre colegas.

O controle das próprias emoções e a antecipação de situações críticas foram apontados como chaves para moldar um ambiente mais colaborativo.

Cuidadores precisam de apoio claro e visível

Outro ponto sensível abordado no SHRM 25 foi o papel dos colaboradores que, além do trabalho, assumem a responsabilidade de cuidar de familiares.

A jornalista Paula Faris, fundadora do projeto “CARRY Media”, reforçou a urgência de reconhecer esses profissionais como parte estratégica da força de trabalho.

Com dados indicando que mais de 70% dos trabalhadores se encontram nessa condição, especialistas propuseram soluções práticas como subsídios para cuidados infantis, investimento em creches corporativas e ações de escuta ativa.

A valorização do cuidador foi tratada como uma necessidade para reter talentos e manter equipes engajadas.

RH como modelador de cultura e suporte emocional

As apresentações deixaram claro que o RH tem papel essencial na construção de relações saudáveis dentro das empresas.

O setor precisa atuar como facilitador de conversas difíceis, promotor de políticas sensíveis às realidades individuais e agente de transformação contínua.

Tanto as estratégias de manejo emocional quanto o suporte a cuidadores revelam que o cuidado com as pessoas é um diferencial competitivo.

Um RH mais humanizado pode reduzir atritos, aumentar a produtividade e promover um clima organizacional mais justo e inclusivo.

Transformar relações é investir em sustentabilidade humana

As lições do SHRM 25 reforçaram que investir nas relações humanas é fundamental para a sustentabilidade emocional e operacional das empresas.

Técnicas de regulação emocional e políticas de acolhimento não são mais diferenciais, mas sim pilares centrais de uma gestão contemporânea.

A presença de especialistas com experiência prática em ambientes diversos contribuiu para consolidar a ideia de que o RH não apenas resolve problemas de rotina, mas influencia diretamente o clima e o futuro da organização.

Amanda Cortonezi Silva

Colunista no segmento Educação e Carreiras | Coordenadora de Redação, especialista em Marketing de Conteúdo e tem mais de 7 anos de experiência em liderança. Possui forte conhecimento em desenvolvimento profissional, recrutamanto, formação de áreas, treinamento de equipes e educação corporativa.

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