Selo Verde Brasil lança primeira norma setorial de sustentabilidade
O Selo Verde Brasil é uma certificação que estabelece normas para produtos sustentáveis, priorizando critérios ambientais, sociais e de governança. Desenvolvido de forma colaborativa, o selo busca garantir transparência e conformidade com padrões internacionais, envolvendo diversos setores na sua criação.
A primeira norma técnica setorial do Selo Verde Brasil foi lançada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A regulamentação estabelece parâmetros de sustentabilidade, incluindo práticas de economia circular, para a produção de polímeros de eteno renovável, empregados na fabricação de alternativas aos plásticos convencionais.
Critérios ambientais, sociais e de governança na certificação
Os critérios ambientais, sociais e de governança estabelecidos na norma do Selo Verde Brasil são fundamentais para garantir que os produtos certificados atendam a padrões rigorosos de sustentabilidade.
Esses critérios abrangem desde a redução de impactos negativos até a ampliação de impactos positivos ao longo do ciclo de vida dos produtos.
Na dimensão ambiental, a norma foca na economia circular, incentivando o uso de materiais renováveis e recicláveis, como os polímeros de eteno de fonte renovável. A redução de emissões de carbono e a eficiência no uso de recursos naturais também são pontos cruciais.
Em termos sociais, a certificação busca assegurar condições de trabalho justas e seguras, além de promover a inclusão e o desenvolvimento das comunidades locais. A norma valoriza práticas que respeitam os direitos humanos e fortalecem o capital humano nas indústrias.
Na esfera de governança, a transparência e a responsabilidade corporativa são enfatizadas. As empresas devem demonstrar comprometimento com práticas éticas, transparência nas operações e prestação de contas aos stakeholders.
A norma incentiva a adoção de políticas de governança que alinhem os interesses da empresa com os da sociedade.
Esses critérios, construídos a partir de um processo colaborativo com a participação de diversos atores do setor, garantem que o Selo Verde Brasil seja uma referência confiável de sustentabilidade para consumidores e mercados.
Participação colaborativa na elaboração da norma
A participação colaborativa foi um elemento central na elaboração da norma do Selo Verde Brasil. Este processo envolveu uma ampla gama de atores, incluindo empresas do setor químico, representantes de associações industriais e órgãos governamentais.
A Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) liderou a iniciativa, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
A colaboração também contou com a liderança da Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), que reuniu empresas do setor químico para contribuir com suas expertises.
Além disso, o processo foi enriquecido pela participação de instituições como o Inmetro e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), garantindo que a norma estivesse alinhada com padrões técnicos reconhecidos internacionalmente.
O desenvolvimento da norma ocorreu sob a égide da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que assegurou que os critérios estabelecidos fossem claros, verificáveis e em conformidade com as melhores práticas globais.
Essa abordagem colaborativa não apenas conferiu legitimidade e transparência ao processo, mas também assegurou que a norma refletisse as necessidades e expectativas de todos os stakeholders envolvidos, promovendo um ambiente de confiança e compromisso com a sustentabilidade.



