Tubos magnéticos
Aviso de segurança. O tubo magnético atua como medida de controle contra contaminação por metal em alimentos, rações, fármacos e cosméticos, escopo tratado pela Resolução RDC Anvisa nº 20/2007 e pela ABNT NBR ISO 22000:2019. A definição do ponto de instalação, do valor mínimo aceitável de força e da frequência de verificação deve ser validada por profissional habilitado, e a limpeza de grades em moegas e funis precisa seguir os procedimentos de bloqueio previstos na NR-12.
Tubo, barra, grade e gaveta magnética: como se diferenciam
Vendido isolado, o tubo magnético é também comercializado como bastão magnético e serve para inserção direta em funis pequenos, bicas curtas e tubulações de baixo diâmetro. Montado em paralelo sobre um quadro, forma a grade magnética, usada em bocas de moega e entradas de silo. Dentro de uma caixa com gavetas removíveis, forma a gaveta magnética, escolhida quando a limpeza é frequente e a carga de contaminante é alta. Em transformação de plásticos, a mesma peça aparece no formato de ímã para funil de injetora, protegendo rosca e canhão contra parafusos, porcas e resíduos metálicos vindos da moagem de refugo.
- Tubo simples: montagem em linha existente, manutenção manual, menor custo por peça.
- Grade fixa: maior área de captura, exige parada de linha e ferramenta para retirada.
- Gaveta magnética: limpeza rápida sem desmontar a tubulação, custo por conjunto mais alto.
- Grade autolimpante ou easy clean: tubos com camisa deslizante, indicada onde há muito acúmulo e pouco tempo de parada.
Gauss, pull test e temperatura: como escolher a liga certa
A indução superficial em gauss indica o pico de campo medido na parede do tubo, mas não prova retenção: o que a auditoria pede é a força de arranque em kgf, obtida em pull test com esfera padronizada. Uma barra de neodímio comum entrega indução elevada e cai de rendimento acima de 80 °C; ligas com sufixo SH, UH ou EH sustentam campo em temperaturas maiores e custam mais caro. Ferrite entrega menos campo, mas suporta calor e agressão química com custo bem inferior, e continua adequada quando o contaminante é grosseiro e visível. Acima de 80 °C, especificar neodímio comum é o erro mais caro do nicho, porque a perda de campo é irreversível — remagnetizar exige retorno ao fabricante.
| Liga do ímã | Indução superficial típica | Temperatura máx. de trabalho | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Ferrite de bário | 1.000 a 2.500 gauss | até 250 °C | Cavacos, arame e sucata visível; ambientes quentes com orçamento restrito |
| Neodímio N35 a N42 (classe N) | 9.000 a 11.000 gauss | até 80 °C | Pós, farinhas e granulados finos à temperatura ambiente |
| Neodímio classe SH | 9.000 a 10.500 gauss | até 150 °C | Funis aquecidos de injetora, extrusão e secadores |
| Neodímio classe UH/EH | 8.500 a 10.000 gauss | 180 a 200 °C | Torres de secagem, saída de forno e transporte pneumático quente |
| Samário-cobalto (SmCo) | 3.000 a 6.000 gauss | acima de 250 °C | Processos muito quentes ou meio corrosivo onde neodímio não resiste |
Diâmetro, espaçamento e número de tubos: dimensionamento por produto
O dimensionamento nasce de três dados: vazão, granulometria e fluidez do produto. Pó fino e farinha pedem espaçamento menor entre tubos e, de preferência, duas fileiras alternadas, porque a chance de a partícula passar pelo centro do vão é alta. Produto fibroso, com grumos ou pellets grandes exige vão maior, sob pena de formar ponte e travar a linha. A regra prática de projeto é manter área livre de passagem em torno de 60% a 70% da seção do duto: abaixo disso a perda de carga sobe e o operador acaba retirando a grade, que é a pior falha possível. Quando o material é chapa, peça grande ou sucata sobre esteira, o tubo perde eficiência e a solução passa a ser uma placa magnética de separação suspensa ou um separador magnético de esteira ou de tambor.
| Configuração | Espaçamento entre tubos | Aplicação típica |
|---|---|---|
| Tubo único de 25 a 32 mm | não se aplica | Funil de injetora, bica curta e tubulação de pequeno diâmetro |
| Grade de 2 a 3 tubos em fila única | 30 a 50 mm | Pellets, grãos e granulados de boa fluidez |
| Grade dupla com tubos alternados | 25 a 35 mm | Farinhas, açúcar, pós finos e amido |
| Gaveta magnética de dois estágios | 25 a 40 mm | Linhas com alta carga de contaminante e limpeza por turno |
| Grade em moega de recepção | 40 a 60 mm | Recepção de grãos com sujidade grosseira e risco de entupimento |
Inox, acabamento e requisito sanitário: o que exigir na fabricação
O envoltório é normalmente aço inox AISI 304 para uso geral e AISI 316L quando há cloretos, salmoura, produtos ácidos ou lavagem com sanitizante agressivo — o 316L custa mais e só se justifica nesses cenários. Vale pedir certificado de material conforme a ASTM A240/A240M e exigir solda TIG contínua nas tampas, sem frestas, com teste de estanqueidade: trinca na solda deixa entrar umidade, oxida o ímã por baixo do revestimento e pode liberar fragmento no produto. Em laticínios, bebidas e exportação, o acabamento polido com rugosidade baixa, na linha do que preconizam os 3-A Sanitary Standards, deixa de ser estética e vira requisito de limpabilidade. Onde o produto gera pó combustível, como farinha e açúcar, o conjunto instalado precisa ser compatível com a classificação da área conforme a ABNT NBR IEC 60079-0:2020.
- Certificado de material do tubo e da estrutura (ASTM A240/A240M).
- Solda contínua, sem cordão poroso, com relatório de estanqueidade.
- Declaração de indução em gauss e resultado de pull test em kgf por barra.
- Declaração de conformidade para contato com alimentos, quando aplicável.
- Acabamento superficial informado em Ra e ausência de cantos vivos e frestas.
Modos de falha, limpeza e vida útil real
Ímã permanente não tem vida útil por tempo, tem vida útil por abuso. Os três modos de falha dominantes são o aquecimento acima da classe térmica da liga, que causa perda irreversível de campo; o impacto ou queda, porque o neodímio é frágil e trinca sob choque; e a corrosão interna a partir de uma trinca de solda. Some-se a isso a saturação: barra coberta de limalha deixa de capturar e passa a soltar contaminante de volta na linha por arraste do produto. A rotina mínima é inspeção visual e limpeza por turno ou por lote em linhas de pó, e verificação anual com gaussímetro comparando o valor medido ao laudo de fabricação — queda relevante em relação ao valor original é critério de substituição. A limpeza manual deve ser feita com máquina parada e bloqueada, e com luva, porque a atração entre tubo e ferramenta de aço prende dedos com facilidade.
O que define o preço e o que reunir antes de cotar
Não existe preço de tabela para tubo magnético porque quase todo pedido é sob medida. O que move o valor, em ordem de peso: a liga e a classe térmica do ímã (neodímio de classe UH pode custar várias vezes o equivalente em ferrite), o comprimento e o diâmetro, o número de barras do conjunto, a escolha entre AISI 304 e 316L, o acabamento sanitário exigido, a existência de laudo de indução e certificado de material e, por fim, a quantidade — reposição de lote fechado tem preço unitário bem inferior ao da peça avulsa. Sob medida com rosca, flange ou pino especial acrescenta ferramental e prazo. Para receber cotação comparável de vários fornecedores em uma só busca, reúna os dados abaixo antes de abrir o pedido.
- Diâmetro e comprimento útil do tubo, com desenho ou foto da peça atual.
- Quantidade de barras e tipo de fixação (rosca, pino, solta em quadro).
- Produto transportado, granulometria e vazão da linha.
- Temperatura máxima de trabalho e presença de umidade, ácido ou salmoura.
- Material do envoltório desejado e acabamento exigido.
- Norma, padrão de auditoria ou laudo que precisa acompanhar a entrega.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Pedidos de tubo magnético chegam quase sempre sob medida: diâmetro, comprimento e rosca das pontas variam por equipamento, não por catálogo.
- Compradores que informam granulometria e temperatura do produto recebem cotação mais rápida do que quem pede apenas gauss.
- Reposição pontual de barras em grade existente é demanda recorrente e costuma exigir desenho ou amostra da peça antiga.
- Auditorias de segurança de alimentos são o gatilho mais frequente de compra, junto com relatório de gaussímetro reprovado.
- Indústria de plásticos concentra pedidos de tubo curto para funil de injetora; moagem e ração puxam grades de maior diâmetro.
- Fornecedores dividem-se entre fabricantes de ímãs e montadores de inox — laudo de indução e certificado de material vêm de origens diferentes.
- Checklist mínimo de cotação: diâmetro e comprimento do tubo, número de tubos, tipo de fixação, temperatura de trabalho, granulometria do produto, material do envoltório e norma exigida.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre tubo magnético e barra magnética?
Na prática do mercado brasileiro são o mesmo componente: um cilindro de inox com ímãs permanentes internos. A palavra tubo costuma ser usada para o elemento montado em grade ou gaveta, e barra ou bastão para a peça avulsa inserida em funil. Ao cotar, o que diferencia de fato é diâmetro, comprimento, liga do ímã e tipo de fixação das pontas.
Quantos gauss um tubo magnético precisa ter?
Depende do contaminante: para cavacos e parafusos visíveis, faixas de ferrite entre 1.000 e 2.500 gauss resolvem; para finos de desgaste e partículas de décimos de milímetro em farinhas, o padrão é neodímio acima de 9.000 gauss superficiais. Como gauss isolado não prova retenção, exija também o resultado do pull test em kgf, que é o dado cobrado em auditorias alinhadas à ABNT NBR ISO 22000:2019.
O tubo magnético perde força com o tempo?
Ímã permanente não se descarrega naturalmente em uso normal; a perda vem de calor acima da classe térmica da liga, impacto que trinca o material e corrosão por infiltração. A perda por temperatura é irreversível e só se recupera com remagnetização em fábrica. Por isso a verificação anual com gaussímetro, comparada ao laudo original, é a prática recomendada.
Preciso de inox 316L ou o 304 resolve?
O AISI 304 atende a maioria das linhas secas de grãos, plásticos e ração. O 316L, com molibdênio, é indicado onde há cloretos, salmoura, produtos ácidos ou sanitização agressiva, e custa sensivelmente mais. Em ambos os casos peça o certificado de material conforme a ASTM A240/A240M.
Com que frequência devo limpar e inspecionar?
Em linhas de pó e farinha, limpeza a cada turno ou a cada lote; em granulados limpos, limpeza diária ou semanal conforme o histórico de retenção. O registro documentado de cada inspeção e da força dos ímãs é exigido por padrões como o BRCGS Global Standard Food Safety Issue 9. A limpeza deve ocorrer com equipamento parado e bloqueado, conforme a NR-12.
É possível fabricar sob medida para o meu equipamento?
Sim, e é o caso da maioria dos pedidos. Fornecedores produzem a partir de desenho, medida do vão ou amostra da peça antiga, ajustando diâmetro, comprimento útil, tipo de rosca ou pino e a quantidade de barras do conjunto. Peça sob medida com ferramental específico costuma ter prazo maior que item padrão de estoque.
O tubo magnético serve para remover aço inox não magnético?
Parcialmente. Inox austenítico como o 304 é fracamente magnético em estado recozido, mas ganha magnetismo quando trabalhado a frio, cortado ou desgastado; barras de neodímio de alta indução capturam parte desses fragmentos, e ferrite praticamente não os retém. Para contaminantes não ferrosos como alumínio e latão, a separação magnética não funciona e a linha precisa de detector de metais ou separador por corrente parasita.
Como saber se a grade está entupindo a minha linha?
Os sinais são queda de vazão, formação de ponte de produto acima da grade e aumento do consumo do transportador. Isso indica área livre de passagem insuficiente para a fluidez do material: a correção é aumentar o espaçamento entre tubos, ampliar a seção da caixa ou migrar para gaveta magnética de dois estágios, mantendo a captura sem estrangular o fluxo.
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Página revisada pela equipe técnica de Equipamentos Magnéticos da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 22000:2019, Resolução RDC Anvisa nº 20/2007, ASTM A240/A240M, NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), ABNT NBR IEC 60079-0:2020, BRCGS Global Standard Food Safety Issue 9, 3-A Sanitary Standards.