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Tubos magnéticos

O tubo magnético é um cilindro selado de aço inoxidável que abriga internamente uma pilha de ímãs permanentes intercalada com espaçadores de aço doce, arranjo que concentra o fluxo na superfície externa e retém partículas ferrosas arrastadas pelo produto em processo. É o elemento básico de grades, gavetas e filtros magnéticos instalados em moegas, bicas de descarga, tubulações e funis de alimentação, e sua função é impedir que parafusos, porcas, cavacos, arame e finos de desgaste cheguem ao produto acabado ou danifiquem moinhos, roscas e roscas de injetora. Em plantas certificadas, a peça é tratada como medida de controle documentada, na linha do que exige a ABNT NBR ISO 22000:2019.

A especificação parte de cinco variáveis: a indução magnética superficial em gauss e a força de arranque medida em pull test, o diâmetro e o comprimento dos tubos, o espaçamento entre eles quando montados em grade, a temperatura máxima de trabalho do produto e o material do envoltório. Esses parâmetros definem se a barra vai reter apenas cavacos grosseiros ou também partículas de poucos décimos de milímetro, e é por eles que se dimensionam os sistemas de separação magnética instalados em linhas contínuas. Ignorar qualquer um deles costuma resultar em barra que captura pouco, entope a passagem do produto ou perde campo em poucos meses.

Em alimentos, rações, fármacos e cosméticos a exigência é regulatória: a Resolução RDC Anvisa nº 20/2007 trata dos requisitos para equipamentos metálicos em contato com alimentos, e padrões privados como o BRCGS Global Standard Food Safety Issue 9 pedem registro documentado da inspeção e da força dos ímãs em intervalos definidos. Em moegas e funis abertos, a instalação e a limpeza de equipamentos magnéticos ainda precisam respeitar a NR-12 quanto à proteção de zonas de perigo e ao trabalho com máquina parada e bloqueada. A definição do ponto de instalação, do valor mínimo aceitável de força e do plano de verificação deve ser feita por profissional habilitado — engenheiro de alimentos, químico ou engenheiro de segurança do trabalho, conforme o processo.

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Tubos magnéticos

Aviso de segurança. O tubo magnético atua como medida de controle contra contaminação por metal em alimentos, rações, fármacos e cosméticos, escopo tratado pela Resolução RDC Anvisa nº 20/2007 e pela ABNT NBR ISO 22000:2019. A definição do ponto de instalação, do valor mínimo aceitável de força e da frequência de verificação deve ser validada por profissional habilitado, e a limpeza de grades em moegas e funis precisa seguir os procedimentos de bloqueio previstos na NR-12.

Tubo, barra, grade e gaveta magnética: como se diferenciam

Vendido isolado, o tubo magnético é também comercializado como bastão magnético e serve para inserção direta em funis pequenos, bicas curtas e tubulações de baixo diâmetro. Montado em paralelo sobre um quadro, forma a grade magnética, usada em bocas de moega e entradas de silo. Dentro de uma caixa com gavetas removíveis, forma a gaveta magnética, escolhida quando a limpeza é frequente e a carga de contaminante é alta. Em transformação de plásticos, a mesma peça aparece no formato de ímã para funil de injetora, protegendo rosca e canhão contra parafusos, porcas e resíduos metálicos vindos da moagem de refugo.

  • Tubo simples: montagem em linha existente, manutenção manual, menor custo por peça.
  • Grade fixa: maior área de captura, exige parada de linha e ferramenta para retirada.
  • Gaveta magnética: limpeza rápida sem desmontar a tubulação, custo por conjunto mais alto.
  • Grade autolimpante ou easy clean: tubos com camisa deslizante, indicada onde há muito acúmulo e pouco tempo de parada.

Gauss, pull test e temperatura: como escolher a liga certa

A indução superficial em gauss indica o pico de campo medido na parede do tubo, mas não prova retenção: o que a auditoria pede é a força de arranque em kgf, obtida em pull test com esfera padronizada. Uma barra de neodímio comum entrega indução elevada e cai de rendimento acima de 80 °C; ligas com sufixo SH, UH ou EH sustentam campo em temperaturas maiores e custam mais caro. Ferrite entrega menos campo, mas suporta calor e agressão química com custo bem inferior, e continua adequada quando o contaminante é grosseiro e visível. Acima de 80 °C, especificar neodímio comum é o erro mais caro do nicho, porque a perda de campo é irreversível — remagnetizar exige retorno ao fabricante.

Liga do ímãIndução superficial típicaTemperatura máx. de trabalhoQuando usar
Ferrite de bário1.000 a 2.500 gaussaté 250 °CCavacos, arame e sucata visível; ambientes quentes com orçamento restrito
Neodímio N35 a N42 (classe N)9.000 a 11.000 gaussaté 80 °CPós, farinhas e granulados finos à temperatura ambiente
Neodímio classe SH9.000 a 10.500 gaussaté 150 °CFunis aquecidos de injetora, extrusão e secadores
Neodímio classe UH/EH8.500 a 10.000 gauss180 a 200 °CTorres de secagem, saída de forno e transporte pneumático quente
Samário-cobalto (SmCo)3.000 a 6.000 gaussacima de 250 °CProcessos muito quentes ou meio corrosivo onde neodímio não resiste

Diâmetro, espaçamento e número de tubos: dimensionamento por produto

O dimensionamento nasce de três dados: vazão, granulometria e fluidez do produto. Pó fino e farinha pedem espaçamento menor entre tubos e, de preferência, duas fileiras alternadas, porque a chance de a partícula passar pelo centro do vão é alta. Produto fibroso, com grumos ou pellets grandes exige vão maior, sob pena de formar ponte e travar a linha. A regra prática de projeto é manter área livre de passagem em torno de 60% a 70% da seção do duto: abaixo disso a perda de carga sobe e o operador acaba retirando a grade, que é a pior falha possível. Quando o material é chapa, peça grande ou sucata sobre esteira, o tubo perde eficiência e a solução passa a ser uma placa magnética de separação suspensa ou um separador magnético de esteira ou de tambor.

ConfiguraçãoEspaçamento entre tubosAplicação típica
Tubo único de 25 a 32 mmnão se aplicaFunil de injetora, bica curta e tubulação de pequeno diâmetro
Grade de 2 a 3 tubos em fila única30 a 50 mmPellets, grãos e granulados de boa fluidez
Grade dupla com tubos alternados25 a 35 mmFarinhas, açúcar, pós finos e amido
Gaveta magnética de dois estágios25 a 40 mmLinhas com alta carga de contaminante e limpeza por turno
Grade em moega de recepção40 a 60 mmRecepção de grãos com sujidade grosseira e risco de entupimento

Inox, acabamento e requisito sanitário: o que exigir na fabricação

O envoltório é normalmente aço inox AISI 304 para uso geral e AISI 316L quando há cloretos, salmoura, produtos ácidos ou lavagem com sanitizante agressivo — o 316L custa mais e só se justifica nesses cenários. Vale pedir certificado de material conforme a ASTM A240/A240M e exigir solda TIG contínua nas tampas, sem frestas, com teste de estanqueidade: trinca na solda deixa entrar umidade, oxida o ímã por baixo do revestimento e pode liberar fragmento no produto. Em laticínios, bebidas e exportação, o acabamento polido com rugosidade baixa, na linha do que preconizam os 3-A Sanitary Standards, deixa de ser estética e vira requisito de limpabilidade. Onde o produto gera pó combustível, como farinha e açúcar, o conjunto instalado precisa ser compatível com a classificação da área conforme a ABNT NBR IEC 60079-0:2020.

  • Certificado de material do tubo e da estrutura (ASTM A240/A240M).
  • Solda contínua, sem cordão poroso, com relatório de estanqueidade.
  • Declaração de indução em gauss e resultado de pull test em kgf por barra.
  • Declaração de conformidade para contato com alimentos, quando aplicável.
  • Acabamento superficial informado em Ra e ausência de cantos vivos e frestas.

Modos de falha, limpeza e vida útil real

Ímã permanente não tem vida útil por tempo, tem vida útil por abuso. Os três modos de falha dominantes são o aquecimento acima da classe térmica da liga, que causa perda irreversível de campo; o impacto ou queda, porque o neodímio é frágil e trinca sob choque; e a corrosão interna a partir de uma trinca de solda. Some-se a isso a saturação: barra coberta de limalha deixa de capturar e passa a soltar contaminante de volta na linha por arraste do produto. A rotina mínima é inspeção visual e limpeza por turno ou por lote em linhas de pó, e verificação anual com gaussímetro comparando o valor medido ao laudo de fabricação — queda relevante em relação ao valor original é critério de substituição. A limpeza manual deve ser feita com máquina parada e bloqueada, e com luva, porque a atração entre tubo e ferramenta de aço prende dedos com facilidade.

O que define o preço e o que reunir antes de cotar

Não existe preço de tabela para tubo magnético porque quase todo pedido é sob medida. O que move o valor, em ordem de peso: a liga e a classe térmica do ímã (neodímio de classe UH pode custar várias vezes o equivalente em ferrite), o comprimento e o diâmetro, o número de barras do conjunto, a escolha entre AISI 304 e 316L, o acabamento sanitário exigido, a existência de laudo de indução e certificado de material e, por fim, a quantidade — reposição de lote fechado tem preço unitário bem inferior ao da peça avulsa. Sob medida com rosca, flange ou pino especial acrescenta ferramental e prazo. Para receber cotação comparável de vários fornecedores em uma só busca, reúna os dados abaixo antes de abrir o pedido.

  • Diâmetro e comprimento útil do tubo, com desenho ou foto da peça atual.
  • Quantidade de barras e tipo de fixação (rosca, pino, solta em quadro).
  • Produto transportado, granulometria e vazão da linha.
  • Temperatura máxima de trabalho e presença de umidade, ácido ou salmoura.
  • Material do envoltório desejado e acabamento exigido.
  • Norma, padrão de auditoria ou laudo que precisa acompanhar a entrega.

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Pedidos de tubo magnético chegam quase sempre sob medida: diâmetro, comprimento e rosca das pontas variam por equipamento, não por catálogo.
  • Compradores que informam granulometria e temperatura do produto recebem cotação mais rápida do que quem pede apenas gauss.
  • Reposição pontual de barras em grade existente é demanda recorrente e costuma exigir desenho ou amostra da peça antiga.
  • Auditorias de segurança de alimentos são o gatilho mais frequente de compra, junto com relatório de gaussímetro reprovado.
  • Indústria de plásticos concentra pedidos de tubo curto para funil de injetora; moagem e ração puxam grades de maior diâmetro.
  • Fornecedores dividem-se entre fabricantes de ímãs e montadores de inox — laudo de indução e certificado de material vêm de origens diferentes.
  • Checklist mínimo de cotação: diâmetro e comprimento do tubo, número de tubos, tipo de fixação, temperatura de trabalho, granulometria do produto, material do envoltório e norma exigida.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre tubo magnético e barra magnética?

Na prática do mercado brasileiro são o mesmo componente: um cilindro de inox com ímãs permanentes internos. A palavra tubo costuma ser usada para o elemento montado em grade ou gaveta, e barra ou bastão para a peça avulsa inserida em funil. Ao cotar, o que diferencia de fato é diâmetro, comprimento, liga do ímã e tipo de fixação das pontas.

Quantos gauss um tubo magnético precisa ter?

Depende do contaminante: para cavacos e parafusos visíveis, faixas de ferrite entre 1.000 e 2.500 gauss resolvem; para finos de desgaste e partículas de décimos de milímetro em farinhas, o padrão é neodímio acima de 9.000 gauss superficiais. Como gauss isolado não prova retenção, exija também o resultado do pull test em kgf, que é o dado cobrado em auditorias alinhadas à ABNT NBR ISO 22000:2019.

O tubo magnético perde força com o tempo?

Ímã permanente não se descarrega naturalmente em uso normal; a perda vem de calor acima da classe térmica da liga, impacto que trinca o material e corrosão por infiltração. A perda por temperatura é irreversível e só se recupera com remagnetização em fábrica. Por isso a verificação anual com gaussímetro, comparada ao laudo original, é a prática recomendada.

Preciso de inox 316L ou o 304 resolve?

O AISI 304 atende a maioria das linhas secas de grãos, plásticos e ração. O 316L, com molibdênio, é indicado onde há cloretos, salmoura, produtos ácidos ou sanitização agressiva, e custa sensivelmente mais. Em ambos os casos peça o certificado de material conforme a ASTM A240/A240M.

Com que frequência devo limpar e inspecionar?

Em linhas de pó e farinha, limpeza a cada turno ou a cada lote; em granulados limpos, limpeza diária ou semanal conforme o histórico de retenção. O registro documentado de cada inspeção e da força dos ímãs é exigido por padrões como o BRCGS Global Standard Food Safety Issue 9. A limpeza deve ocorrer com equipamento parado e bloqueado, conforme a NR-12.

É possível fabricar sob medida para o meu equipamento?

Sim, e é o caso da maioria dos pedidos. Fornecedores produzem a partir de desenho, medida do vão ou amostra da peça antiga, ajustando diâmetro, comprimento útil, tipo de rosca ou pino e a quantidade de barras do conjunto. Peça sob medida com ferramental específico costuma ter prazo maior que item padrão de estoque.

O tubo magnético serve para remover aço inox não magnético?

Parcialmente. Inox austenítico como o 304 é fracamente magnético em estado recozido, mas ganha magnetismo quando trabalhado a frio, cortado ou desgastado; barras de neodímio de alta indução capturam parte desses fragmentos, e ferrite praticamente não os retém. Para contaminantes não ferrosos como alumínio e latão, a separação magnética não funciona e a linha precisa de detector de metais ou separador por corrente parasita.

Como saber se a grade está entupindo a minha linha?

Os sinais são queda de vazão, formação de ponte de produto acima da grade e aumento do consumo do transportador. Isso indica área livre de passagem insuficiente para a fluidez do material: a correção é aumentar o espaçamento entre tubos, ampliar a seção da caixa ou migrar para gaveta magnética de dois estágios, mantendo a captura sem estrangular o fluxo.

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Página revisada pela equipe técnica de Equipamentos Magnéticos da Soluções Industriais. Última revisão: 22 de agosto de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 22000:2019, Resolução RDC Anvisa nº 20/2007, ASTM A240/A240M, NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), ABNT NBR IEC 60079-0:2020, BRCGS Global Standard Food Safety Issue 9, 3-A Sanitary Standards.