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O Laudo SPDA, ou laudo de para raios como também é conhecido, trata-se de um documento que garante que o sistema de proteção contra descarga atmosférica (SPDA), esteja funcionando em conformidade com as normas legais. 

Para a emissão do laudo técnico é preciso fazer algumas inspeções de SPDA que tem como passo a passo avaliar, testar e melhorar os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas para garantia do cumprimento de normas regulatórias e as melhores práticas. 

É no laudo SPDA que estão descritos os resultados da investigação ou o estado de um problema de inspeção técnica. Ele também inclui recomendações e conclusões da análise.

Ainda está com dúvida? Fique tranquilo, neste artigo tiraremos todas as dúvidas que você tem sobre o laudo técnico SPDA. Confira nos tópicos a seguir:

  • O que é laudo SPDA?
  • Por que obter o laudo de SPDA ou para raios
  • Quais legislações o laudo SPDA deve atender?
  • O que deve constar no laudo SPDA?
  • Quem pode assinar laudo de SPDA?
  • Quando devem ser feitas as Inspeções e qual a validade do laudo de SPDA

O que é laudo SPDA?

O laudo SPDA é um documento exigido pelos órgãos de fiscalização, como prefeitura, bombeiros, entre outros similares, que atesta a existência e as condições de instalação de um sistema de para raios. 

É ele quem garante a segurança e bem-estar de pessoas e propriedades. Atestando que o para raios esteja funcionando em conformidade com a norma NBR 5419 da ABNT cujo objetivo é garantir a segurança das pessoas e de sua propriedade.

Esse afastamento é feito através de inspeção spda detalhadas e completas em instalações, os protegendo de possíveis descargas elétricas atmosféricas, popularmente conhecidas como “raios” e seus efeitos.

Por que obter o laudo de SPDA ou para raios

Com a alta incidência de raios no Brasil, é fundamental garantir a segurança dos para-raios. Para isso, é necessário manter em dia o laudo SPDA .

Afinal, é por meio dele que será possível obter informações fundamentais sobre o para-raios, desde sua instalação até seu estado atual, pois é realizada uma análise detalhada e completa por todo sistema.

Um laudo de SPDA tem como principal objetivo assegurar que o projeto para a instalação de tais dispositivos entrará em funcionamento na prática, de acordo com o especificado no papel. 

Sendo assim, a obtenção do documento significa que todo o sistema foi instalado conforme planejamento. 

Além disso, como os componentes são avaliados um a um, o laudo SPDA garante que eles estão funcionando adequadamente, sendo capazes de direcionar uma descarga atmosférica para o aterramento, sem que ela cause danos físicos ou materiais. 

É por essa razão que quaisquer modificações na construção demandam nova vistoria e renovação do laudo de aterramento spda.

Outro fator a ser levado em consideração, é que a obtenção do documento é obrigatória, sendo uma medida imposta por diversos órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Corpo de Bombeiros.

Empresas e edifícios que não tiverem o SPDA laudo em mãos podem ser multados, além de serem impossibilitados de adquirir outras documentações e a contratação de serviços de seguradoras.

Sendo assim, podemos ver que é importante ter o laudo SPDA, por tais motivos:

  • Reestrutura os sistemas com técnicas modernas e eficazes;
  • Evitar multas às empresas;
  • Diminui as chance de danos às edificações e ao patrimônio;
  • Previne curtos-circuitos e incêndios causados pelos raios;
  • Minimiza as perdas financeiras com equipamentos e máquinas queimados nas descargas;
  • Garante a máxima segurança dos funcionários, clientes e demais pessoas presentes na empresa.

Quais legislações o laudo SPDA deve atender?

As obrigatoriedades legais para emissão do laudo vão além da ABNT NBR 5419. A NR10 também versa sobre o tema, exigindo, além do laudo SPDA, também o laudo de aterramento e o PIE (prontuário de instalações elétricas). 

Mas para entendermos o que é solicitado vamos entender a norma ABNT NBR 5419/2015. Ela conta com diversos fatores que devem ser considerados para a instalação do equipamento, como índice ceráunico da região (relacionado ao número de dias de trovoada em um local por ano), número de pessoas na instalação, média de raios do local e outros.

Já a NR-10 estabelece medidas de segurança em instalações e serviços em eletricidade para garantir a proteção e a saúde dos trabalhadores que atuam em instalações elétricas. E, por isso, exige este mesmo documento técnico.

O não cumprimento de tais determinações pode acarretar em consequências para a empresa.

Em caso de descarga atmosférica, se a empresa estiver em inconformidade com as leis,  o responsável é quem responderá civil e criminalmente pelo ocorrido. 

Além disso, podemos considerar que os riscos de choque, incêndio e queima de equipamentos é aumentado, caso não haja um sistema de SPDA ou o mesmo não esteja funcionando corretamente.

Do ponto de vista mais burocrático, a ausência do laudo pode ser um empecilho na hora de conseguir uma certificação ISO (International Organization for Standardization, traduzido para o português Organização Internacional de Normatização). 

Além disso, quando da renovação do alvará de funcionamento da empresa, o Corpo de Bombeiros exige tal documento e algumas seguradoras podem se recusar a cobrir o sinistro caso ele não esteja em dia.

O que deve constar no laudo SPDA?

No laudo técnico, descrevemos as características de todos os elementos que constituem o sistema de proteção contra descargas elétricas atmosféricas (SPDA). 

Caso o sistema não esteja conforme, deverá descrever as irregularidades encontradas, como também conter as recomendações necessárias para a adequação.

O que é analisado?

Os principais aspectos que são analisados:

Requisitos técnicos: verifica o cumprimento de requisitos técnicos de todos os subsistemas, cabos, malhas, eletrodos de aterramento e conexões para a proteção contra descargas atmosféricas.

Gestão de riscos: aqui avalia-se o projeto, a incidência de raios na região e os riscos de descargas atingirem a estrutura.

Danos possíveis: além de saber os riscos, é preciso identificar o potencial de dados físicos na estrutura do prédio da empresa e o perigo à vida das pessoas.

Proteção interna: por fim, o laudo deve apresentar os equipamentos e as ações necessárias para aumentar a proteção de espaços internos e reduzir o risco de danos.

O que deve ser descrito?

Lembre-se que um laudo com pouco conteúdo e poucas páginas não inspira confiança e pode sinalizar que há informações a menos. Dessa forma, o documento deve conter as seguintes informações:

  • Ensaio de continuidade de sistema estruturais e comprovando sua eficácia;
  • Descrição detalhada do sistema de captação;
  • Informações sobre as descidas e malha de aterramento;
  • Imagens com condições físicas e técnicas dos elementos do para-raios;
  • Análise de riscos com memorial de cálculo justificando seu dimensionamento e classificação de risco e método considerado para cada edificação existente;
  • A descrição da MPS (Medidas de Proteção contra Surto) adotadas na edificação para o controle de risco e segurança;
  • Inspeção técnicas de conexões dos elementos do SPDA;
  • Compatibilização do SPDA implantado com os projetos executivos;
  • Análise de riscos por meio de esfera rolante e verificação das distâncias do sistema conforme classe de risco para cada edifício;
  • Fechamento das malhas de aterramento;
  • A quantidade dos elementos e distância de captores, descidas e malhas;
  • Aterramento e objetos metálicos acima da edificação;
  • Operação de equipamentos elétricos de proteção contra surto;
  •  Pontos de corrosão no sistema;
  • As conexões e fixação;
  • Descrição detalhada e inspeção apontando a conformidade, não conformidade e recomendações técnicas com os planos de ações para medidas corretivas com grau de risco e criticidade e outras informações necessárias.

Quem pode assinar laudo de SPDA?

A assinatura no laudo SPDA pode ser de um engenheiro eletricista, de computação, mecênico/elétrico, produção(modalidade eletricista), operação (modalidade eletricista) e civil, desde que esteja habilitado no CREA, conforme DECISÃO NORMATIVA Nº 070, DE 26 DE OUTUBRO DE 2001.

Art. 1º As atividades de projeto, instalação e manutenção, vistoria, laudo, perícia e parecer referentes a Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas-SPDA, deverão ser executadas por pessoas físicas ou jurídicas devidamente registradas no CREA.

No entanto, nem todo profissional possui o conhecimento necessário para a criação desse documento, por isso aconselha-se a contratação de uma empresa especializada que irá indicar os profissionais adequados ao serviço.

Quando devem ser feitas as Inspeções e qual a validade do laudo de SPDA

Por fim, vale destacar a importância de respeitar a periodicidade na emissão do documento. Há duas validades possíveis, que são recomendadas pela NBR-5419/2015, de um laudo SPDA.

A primeira é a validade de 1 ano para sistemas expostos à corrosão atmosférica e a segunda é de 3 anos para os demais sistemas.

Indica-se, no entanto, que a avaliação seja anual. Assim, alguns órgãos, como o Corpo de Bombeiros, exigem essa periodicidade a cada ano.

Além disso, é necessário a realização de inspeções semestrais, para garantir que o sistema esteja funcionando corretamente e que não haja sinais de corrosão, oxidação e rompimento de cabos.

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Com isso, podemos concluir que o laudo spda é de extrema importância para garantir a segurança de pessoas e propriedades quando há descargas elétricas atmosféricas. Pois é nele que sabemos como estão as condições dos para raios.

Isso porque ele faz uma análise de cada elemento do sistema, desde a luz piloto até o sistema de aterramento. 

Agora que você sabe a importância e as vantagens de fazer um laudo spda, confira como o Soluções Industriais pode te ajudar!

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Estas imagens foram obtidas em bancos de imagens públicas e disponíveis livremente na internet

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